Dietas/Wicca/Aula Livre/Yoga/Desenho/Veganismo/Amor Próprio e mais. Eu acho.

I’m back, bishas!!!!

Quer dizer, não totalmente back. Só virei aqui quando sentir necessidade meeeesmo de escrever. Eu sei, eu sei, todo aspirante a escritor deveria escrever um pouco todos os dias, mas me deixa assim por enquanto, vivendo do meu jeito. Depois eu penso nessas regrinhas aí. Ou conselhos, sei lá.
Bom, faz algum tempo desde a última vez que postei aqui (acho que nem faz muito tempo, ACHO), e óbvio que desde então dei uma mudada. Tentarei fazer esse post em tópicos porque sei que desse jeito já vai ficar muito longo e que se eu não o fizesse assim ficaria muito mais. Muito mesmo. Então simbora.

Dietas: Yes, baby, i’m on a diet right now. Yes, bisha, consegui chegar aos 60 quilos, amém. Há um tempão que quero emagrecer, então isso me deixou bem feliz!
Vou confessar aqui que dei um perdido na minha dieta durante uns 4 dias. Talvez, não tenho certeza. E tô voltando hoje! Por falar nisso, não posso esquecer de me pesar pra poder ter o controle certinho…
Gente, seguinte, essa dieta é “boa”, é a “melhor” que encontrei porque ela faz perder peso rápido e, né, sou meio impaciente com isso. O nome dela é cetogênica e é bem fácil até de seguir porque tu pode comer bastante coisa. Encontrei essa dieta passeando lá no Tumblr (tenho um diário de emagrecimento e compulsões alimentares lá, sem julgamentos, bonitinho), e depois que experimentei e vi que realmente dá os resultados prometidos, comecei a indicar por aí adoidado. Sempre que via alguém insatisfeito com alguma outra dieta ou com seu peso atual, já mandava um “Ei, psiu, por que não tenta a cetogenica? :D”. Claro que me sentia super bem em “ajudar” as pessoas, principalmente meninas que assim como estavam ou estão insatisfeitas com o próprio corpo, e isso porque antigamente provavelmente eu não passaria essa dieta facinha pra ninguém. Emagreceria de boa lá, lindona, e deixaria o resto se matando, sofrendo em outras dietas. É, eu sei, não era uma fase minha muito boa.
Apesar de ter mudado nisso (não tanto mas estamos caminhando), percebi que no fundo não estava ajudando ninguém. Nem a mim mesma. Não é nem pela questão de perder peso (que na verdade o certo é Massa e não Peso mas vocês entenderam), porque quem quer emagrecer porque não se sente de boa sendo gordo tem que fazer isso por si mesmo !!sim!! Sei como a ditadura da magreza é capaz de ser nojenta e horrível, mas também sei como muitas vezes (eu disse Muitas vezes e não Todas) a nossa gordurinha indica que NÃO estamos saudáveis, então por que não perdê-la, não é mesmo? O lance ruim dessa dieta é que ela consiste em comer apenas proteínas e gorduras e eliminar quase 100% os carboidratos.
Ah, mas Larissa, proteínas são maravilhosas e eliminar o excesso de carboidrato é muito recomendado, como ela pode ser ruim? Isso eu responderei num próximo tópico, gracinha! ;D

Wicca: Oi, você lembra que eu disse que não acreditava em nenhum Deus e que não era ligada a nenhuma religião? Não lembra? Ah, então tá certo, porque esse post meu foi feito em outro blog! Hahaha Nem é importante lê-lo, tudo o que você precisa saber é que ele existe e que em uma parte dele eu dizia exatamente isso aí. Que não acredito em nenhum Deus e etc. Well, continuo não acreditando em Deus. Não, espera, vou explicar melhor. Eu, Larissa, não tenho fé no Deus mais famoso que existe, o do cristianismo. Também não tenho fé em Jesus. Nem em Buda. Não estou dizendo que eles não existem e que são irrelevantes, um lixo, nada disso! Eles simplesmente não me tocam como outros Deuses também não tocam. A grande questão da religião que todos nós precisamos entender é que não existe uma religião que tem o melhor Deus ou Deusa do mundo todo. Você tem que entender que esses seres existem para nos aproximarmos mais da espiritualidade, que com certeza existe, e um deles combina mais conosco do que os outros. Entende?
Toda essa diversidade tem que ser vista como uma forma de todos nós nos sentirmos conectados com algo além da nossa vida aqui e que tenha mais a nossa cara. Eu não sou nem católica nem cristã, mas reconheço que em meu livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, há grandes ensinamentos para que nos tornemos pessoas que agem de maneira mais sensata e mais saudável. Tanto conosco mesmos quanto com o mundo. Não me vejo dizendo que Jesus é o cara da minha vida e isso e aquilo, mas respeito quem diz. Tu tens suas crenças aí e eu tenho as minhas aqui, tá tranquilo e favorável. O que mexe comigo é o fato da grande maioria das pessoas tomarem a religião cristã como a única certa, sabe? E não considerarem que existem tantas outras religiões que podem ser tão boas quanto. Elas não consideram essa diversidade e ficam fechadas nisso. Também não gosto de pessoas que vêm querer me FAZER ter a mesma fé que elas. Ei, eu tô bem assim, me deixa ser do meu jeitinho se tu realmente queres o meu bem. ♡_♡ E depois de toda essa enrolação que vou dizer: tô voltando pro Wicca, tô voltando pros estudos e, quem sabe, daqui um ano e um dia eu estarei sendo iniciada? E estarei me sentindo mais equilibrada????? Seja o que tiver que ser!

Aula Livre: no último post falei sobre o Enem e os estudos, sobre estar me sentindo perdida por estar estudando sozinha e tal. Acabei assinando o aulalivre.net esse mês e estou sentindo-me mais segura quanto a organização do conteúdo. É uma plataforma boa (que obviamente poderia ser melhor, mas não deixa de ser boa) e que tem me ajudado. Ando procastinando? Ando, claro, senão não seria eu. Mas meu gosto pelos estudos está maior do que antes e isso já é um avanço. Me agradeço por ter chego até aqui, pelo menos. Hoje não estudei nada, mas amanhã é dia! Amanhã é dia de recomeço de dieta, volta aos estudos e mucho mais. Boa sorte pra mim e pra você! Força.

Yoga: Cês tão me percebendo mais zen??? Então, comecei a praticar yoga há pouco tempo e, sei lá, do nada muita coisa mudou da água pro vinho. Juro! Estou me sentindo melhor comigo mesma, como nunca havia me sentido antes. Não posso te dar a certeza que foi a yoga que me ajudou nisso (também porque eu não havia feito essa conexão até hoje, enquanto assistia a um vídeo de uma professora de yoga), mas não sei, pode ser que sim, sabe? Se minha memória não está me sabotando, penso que talvez tudo tenha começado na mesma época. A yoga com o sentimento bom. Espero que sim porque aí terei mais um motivo para investir nessa prática. Que é muito saudável, por sinal. E que com o tempo mesmo você que é bemmmmm sedentária como eu irá começar a sentir prazer em desafiar seu corpo. A melhor coisa é que se você fizer tudo certinho provavelmente não terá nenhuma dor no dia seguinte, assim como eu não tenho nem nunca tive. Além de ser saudável, dizem que yoga serve para você se conectar consigo mesmo, e que puta mão na roda isso é. Essa conexão é tudo o que eu SEMPRE precisei. Pode parecer baboseira, mas não é. Dê uma chance pra yoga, vai ❤

Os outros tópicos estarão no post II porque esse aqui já está gigante e isso assusta muita gente! Hahaha Até a próxima

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Já é 27 de abril de 2016.

Já é 27 de abril de 2016 e faz pouquíssimo tempo que comecei a estudar. O exame é em novembro, e apesar de parecer estar longe, parece ao mesmo tempo estar perto demais. Posso senti-lo, cafungando em meu pescoço, perguntando se estou pronta. Eu não estou, nunca estive, mas espero um dia estar. Afasto de mim os pensamentos de que química, matemática, física e biologia são matérias difíceis por natureza, pois sei que para mim elas parecem difíceis por eu não sabê-las, por sempre ter torcido o nariz para elas quando estava na escola. Não prestava a devida atenção e agora estou correndo contra o tempo. Às vezes sinto-me perdida e desorganizada, como se não soubesse por onde começar, como se precisasse de alguém para guiar. Quero ser suficiente, quero me dar essa chance, mas não quero fracassar. O vento do destino sopra como se essa fosse minha última chance de entrar em uma instituição acadêmica. Sei que no fundo não é. Tenho meu próprio tempo, sempre tive. Quero afastar essa pressão de mim. Não me olhem, não me questionem, não atrapalhem meu progresso, deixem-me seguir meu caminho sozinha, fazendo minhas próprias escolhas sem nenhum tipo de influência desnecessária. Preciso voltar a exercitar meu instinto para poder perceber melhor quais são as influências que tenho que levar em conta, que devem me tocar para meu melhor, enquanto as inúteis devem passar sem nem mexerem num fio de cabelo meu. Sinto medo. Tem hora que é tanto medo… Mas respiro fundo, me levanto, e começo tudo de novo. O mantra sempre será “eu sou capaz”. Eu preciso ser capaz. Enfim, capaz.

Por que eu não crio com mais frequência

Porque sinto como se não soubesse fazer nada, como se não tivesse as ferramentas necessárias como os outros têm, porque não acredito em mim mesma e assim, sem acreditar em mim, é quase impossível ser criativa. Este é o porquê.

Muitas das coisas que vejo hoje em dia sendo criadas por jovens, como eu, de várias partes do mundo, fazem com que eu pense “eu poderia fazer isso!”. Às vezes essa frase significa que eu não dou valor para o seu trabalho porque, bom, até eu poderia fazê-lo. E isso diz muito mais sobre mim do que sobre você. Às vezes me animo porque se algo que eu consigo fazer é aplaudido e visto como arte por aí, então eu posso ser uma artista como tanto sonho e não é exagero meu me dar o título de artista. Então eu sento para escrever, porque de todas as formas de arte essa é a que me deixa mais confiante, a que menos faz com que eu me sinta como uma burra estúpida. Mas é claro que assim que começo a escrever me sinto como uma burra estúpida. E não há nada nesse mundo que me faça acreditar no contrário. Salvo o rascunho, fecho a aba, vou me matar mais um pouco no Twitter e ignoro meu lado que grita de vontade de criar, que quer se soltar só um pouco, que só quer ser criativo, que só quer mostrar do que é capaz. Mas quem ele pensa que é? Ele acredita que fará algo valioso quando no fundo sabe que nada que cria é significativo. Você não tem nenhum dom, nada que venha de ti é interessante.
Não sei como as outras pessoas se sentem, mas gostaria de saber para ter noção de como a maioria reagiria a este texto. Pra muitas talvez eu esteja apenas reclamando de uma coisa que, hum, dã, todo mundo sente! Next!
Mas até que sei que há algumas pessoas que acham meio absurdo eu me sentir assim sobre eu mesma e que provavelmente estão agora refletindo como isso não é algo pelo que elas passaram. Eu gostaria de ser vocês. Eu acho.
Sei que não é saudável incentivar doenças psicológicas com intuito de produzir arte, mas eu nunca disse que não era problemática. Me odeie agora ou nunca mais.
Não estou dizendo que você não deve se tratar se quer ser artista, não é isso. Eu mesma estou buscando tratamento porque assim está difícil para continuar, porém ainda tenho consciência de que quero manter um pouco do meu jeito diferente de viver a vida. Não acho que eu seja especial ou que não haja nenhuma outra pessoa nesse mundo que se sinta como eu, mas sei que vivo de uma forma diferente das pessoas ao meu redor. Elas são minha fonte de pesquisa, são o que eu conheço, você não pode me culpar por isso. Talvez você aí, dez estados a distância de mim, se sinta do mesmo jeito. E talvez até conheça outras vinte pessoas que compartilham do mesmo sentimento de bloqueio criativo e artístico porque não têm autoestima, porque não acreditam em si. Talvez isso aconteça mesmo, mas é com você, não comigo. Sempre me senti deslocada e ainda me sinto, mesmo sendo uma usuária frequente da internet. É comum que eu me sinta como a mais estranha até mesmo quando estou entre os que são vistos como estranhos. E é claro, eles são os estranhos legais e eu a estranha doente que credo saia daqui, you freak. Também é claro que essa é a maneira como EU enxergo as coisas e não como realmente acontecem. E se acontecem, não é nada às claras.

i’m done but not totally done. – editar

É ruim. De novo é muito ruim. Não sei o que fazer comigo mesma. Estou perdida. Minha garganta está congestionada com todas as confissões que quero fazer, mas sinto-me estúpida, tudo que sai daqui parece lixo. Um lixo patético. Estou em uma daquelas épocas difíceis onde percebo que durante muito tempo estive iludida acreditando que tudo havia melhorado. Ou quase tudo, pelo menos. Não consigo me lembrar muito bem, mas é provável que eu já tenha escrito algum texto de superação dizendo o quanto melhorei da depressão sozinha. Melhorei coisa nenhuma. Tudo continua aqui. Tento identificar quando foi que comecei a me enganar, a me fazer crer que enfim eu poderia ter uma vida como a dos outros, sem grandes dificuldades psicológicas, mas não consigo. Tudo na minha mente é um grande borrão indecifrável. Não lembro de nada, não sei de nada, não faço nada. Nada. Eu não quero admitir, tenho vergonha de poder ser mais uma vítima de abuso sexual infantil. Como pode algo que sempre pareceu uma lembrança distante, algo que sonhei ou que simplesmente inventei em minha cabeça doentia, me causar traumas que se camuflariam em todo meu corpo? Nunca irei te perdoar se realmente foi você quem estragou minha vida. Eu nunca te aceitaria em minha vida mesmo que nada disso tivesse acontecido, mas isso torna tudo muito pior. Quem será que eu poderia ser se tivesse sido mantida longe, muito longe, de homens nojentos? Eu quero vomitar.

it’s fictitious words fam – editar

Odeio pessoas bem sucedidas. Sempre as odiei. Sou uma bagunça, não há nada nesse mundo que eu consiga conquistar, não faço ideia de como elas conseguem ter tudo isso. Me sinto como o patinho feio, mas a diferença é que meu final feliz é bem mais demorado. Sou inútil.
Tudo bem, eu não deveria estar falando nada disso logo agora. Logo agora que pela primeira vez na vida consegui conquistar algo realmente grande e que muito desejei. Não… eu não conquistei o coração daquele cara que é um quase príncipe. Dê um tempo nas maratonas de Sex and the City, por favor.
Pra ser bem sincera, existe sim um cara, mas isso é conversa e dilema pra outra hora. Nunca acreditei muito que alguma vez nessa vida eu poderia ser invejada pelas outras fracassadas como eu, afinal, eu nunca conseguia nada. Eu nunca abandonava o time e guardava muito rancor de quem o fazia. As chamava [as fracassadas como eu] de falsas [quando elas conseguiam um grande feito]. O jogo virou e eu não sinto muito por dizer que é maravilhoso decepcionar minhas companheiras. Essa minha temporada de dois meses fora do time passam pela minha cabeça da seguinte maneira: eu, com roupas lindas (principalmente vestidos de seda), acenando com uma mão para qualquer um que não esteja com tanta sorte quanto eu para estar no lugar que estou e segurando uma taça de champanhe em outra (nunca bebi champanhe) enquanto estou na sacada de um hotel chique e caro. É, lugares chiques e caros não fazem muita diferença pra mim, nem champanhe, talvez eu quem estou assistindo Sex and the City demais…
Finalizando a minha fantasia, eu imagino as pessoas pensando no quanto de relações interessantes e esquisitas eu ando me enfiando agora que estou neste patamar, relações que dariam ótimos tweets e em uma bibliografia minha que seria campeã de vendas.
Esse é o meu lado que você despreza e detesta ou ama mas tem consciência de que é um erro. Tem o outro lado ainda que irá te fazer sentir pena e rir da minha cara patética. O lado que passou invicto por duas fases de um processo de seleção para um curso de cinema sem custo nenhum e que mesmo assim conseguiu se sentir o perdedor de todos.
O curso é tudo que sonhei.